
Pouco destaque na mídia teve a divulgação, nesta semana, do IHA – Índice de Homicídios na Adolescência.
O trabalho foi elaborado em parceria pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, UNICEF, Observatório de Favelas e o Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, no contexto do Programa de Redução da Violência Letal e consiste em um dos produtos do segundo eixo de ação do programa destinado produção de indicadores de monitoramento de vitimização de adolescentes por homicídio.
O IHA serve para estimar o risco de mortalidade por homicídio de adolescentes que residem em um determinado território. Foi criado com o propósito de exemplificar o impacto da violência letal de uma forma simples, sintética para ajudar na mobilização das pessoas para a gravidade do problema, além de monitorar o fenômeno no tempo e no espaço com o objetivo de mensurar o impacto das políticas públicas nesta área.
O IHA foi calculado apenas em municípios com mais de 100 mil habitantes. Os resultados indicam, em última instância, a quantidade de adolescentes com idade inicial de 12 anos que vão morrer vítimas de homicídios antes de completar 19 anos (em cada grupo de mil).
Para chegar a esses resultados, os pesquisadores utilizaram com fontes o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde e os dados de população do IBGE.
O valor médio do IHA (nos municípios com mais de 100 mil habitantes) é de 2,03 adolescentes mortos por homicídio antes de completar os 19 anos, para cada grupo de 1000 adolescentes de 12 anos.
O estudo analisou o impacto relativo de diferentes dimensões como gênero e raça sobre o risco de morte por homicídio para os adolescentes. Apesar das conclusões do estudo serem esperadas, não deixa de causar impacto o fato de saber que, entre os adolescentes do sexo masculino, a probabilidade de ser vítima de homicídio é 12 vezes maior do que entre as de sexo feminino. No caso dos adolescentes negros, a probabilidade de ser vítima de homicídio é quase três vezes maior do que a dos adolescentes brancos.
O número de adolescentes assassinados por arma de fogo é 3,3 vezes superior ao das vítimas de outros meios, o que salienta a importância do controle de armamento dentro das políticas de redução da violência letal.
Ranking
O trabalho foi elaborado em parceria pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, UNICEF, Observatório de Favelas e o Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, no contexto do Programa de Redução da Violência Letal e consiste em um dos produtos do segundo eixo de ação do programa destinado produção de indicadores de monitoramento de vitimização de adolescentes por homicídio.
O IHA serve para estimar o risco de mortalidade por homicídio de adolescentes que residem em um determinado território. Foi criado com o propósito de exemplificar o impacto da violência letal de uma forma simples, sintética para ajudar na mobilização das pessoas para a gravidade do problema, além de monitorar o fenômeno no tempo e no espaço com o objetivo de mensurar o impacto das políticas públicas nesta área.
O IHA foi calculado apenas em municípios com mais de 100 mil habitantes. Os resultados indicam, em última instância, a quantidade de adolescentes com idade inicial de 12 anos que vão morrer vítimas de homicídios antes de completar 19 anos (em cada grupo de mil).
Para chegar a esses resultados, os pesquisadores utilizaram com fontes o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde e os dados de população do IBGE.
O valor médio do IHA (nos municípios com mais de 100 mil habitantes) é de 2,03 adolescentes mortos por homicídio antes de completar os 19 anos, para cada grupo de 1000 adolescentes de 12 anos.
O estudo analisou o impacto relativo de diferentes dimensões como gênero e raça sobre o risco de morte por homicídio para os adolescentes. Apesar das conclusões do estudo serem esperadas, não deixa de causar impacto o fato de saber que, entre os adolescentes do sexo masculino, a probabilidade de ser vítima de homicídio é 12 vezes maior do que entre as de sexo feminino. No caso dos adolescentes negros, a probabilidade de ser vítima de homicídio é quase três vezes maior do que a dos adolescentes brancos.
O número de adolescentes assassinados por arma de fogo é 3,3 vezes superior ao das vítimas de outros meios, o que salienta a importância do controle de armamento dentro das políticas de redução da violência letal.
Ranking
Dos municípios pesquisados, aquele que apresentou o maior IHA foi o município paranaense de Foz de Iguaçu, com 9,7. As primeiras capitais a aparecerem na lista são Recife e Maceió, ambas com IHA 6,0. O município de São Paulo ocupa a 151º lugar entre 267 municípios pesquisados, com IHA 1,4.
O município de Guarulhos, com uma população de 177.652 de adolescentes (o maior número entre as cidades que não são capitais) apresenta um IHA de 2,31. Trata-se do 8º município de maior IHA no estado de São Paulo, atrás do Guarujá (2,94), Franco da Rocha (2,93), Almirante Tamandaré (2,90), Itapevi (2,83), Embu (2,76), Mauá (2,58) e Francisco Morato (2,35). Considerando todos os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, Guarulhos ocupa a 94ª posição. Em números absolutos, significa dizer que, em Guarulhos, 411 adolescentes vão morrer assassinados no período considerado, ou aproximadamente 59 adolescentes por ano.
No Brasil todo serão 33.504 vidas adolescentes subtraídas pela violência neste período (algo em torno de 4.786 mortes por ano), sendo que a maior parte será de homens, negros e vítimas de arma de fogo.
Apenas a título de comparação, até o presente momento a GRIPE A (H1N1) vitimou 29 pessoas em todo o país, número 96 vezes menor do que o de adolescentes que perderam a vida vítimas de homicídio no mesmo período.
Diante da gravidade da situação, a informação mereceria maior atenção de toda a sociedade, principalmente da imprensa.
O município de Guarulhos, com uma população de 177.652 de adolescentes (o maior número entre as cidades que não são capitais) apresenta um IHA de 2,31. Trata-se do 8º município de maior IHA no estado de São Paulo, atrás do Guarujá (2,94), Franco da Rocha (2,93), Almirante Tamandaré (2,90), Itapevi (2,83), Embu (2,76), Mauá (2,58) e Francisco Morato (2,35). Considerando todos os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, Guarulhos ocupa a 94ª posição. Em números absolutos, significa dizer que, em Guarulhos, 411 adolescentes vão morrer assassinados no período considerado, ou aproximadamente 59 adolescentes por ano.
No Brasil todo serão 33.504 vidas adolescentes subtraídas pela violência neste período (algo em torno de 4.786 mortes por ano), sendo que a maior parte será de homens, negros e vítimas de arma de fogo.
Apenas a título de comparação, até o presente momento a GRIPE A (H1N1) vitimou 29 pessoas em todo o país, número 96 vezes menor do que o de adolescentes que perderam a vida vítimas de homicídio no mesmo período.
Diante da gravidade da situação, a informação mereceria maior atenção de toda a sociedade, principalmente da imprensa.


